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Dia 13 de Maio as 17h

O surgimento da internet em meados da década de 90, a partir de seu modelo de rede distribuída possibilitou o empoderamento inédito do indivíduo na história da humanidade. Este fenômeno acabou aproximando músicos e bandas de seus fãs. Tecnologias emergentes como redes P2P, ferramentas de Torrent, e plataformas sociais, foram os catalisadores de mudanças mais profundas. O modelo de negócios da indústria musical se viu severamente ameaçado, de um lado por músicos e bandas que se tornaram independentes, disponibilizando seus trabalhos na Internet, e por outro lado, a música libertou-se das limitações das midias, virou bits e caiu na rede, como se não fossem mais de ninguém e ao mesmo tempo de todo mundo. Depois de uma longa e midiatizada batalha, as plataformas de streaming surgiram como um novo modelo de música por assinatura, pondo fim a “guerra a pirataria musical”. Isto configurou um novo modelo de negócios, mas uma questão paira no ar: As gravadoras passaram a disputar poder e contratos com as plataformas de streaming? Como fica o músico nesta história toda?

O NFT esta ganhando popularidade, através do blockchain como o novo movimento de financiamento e garantia da propriedade, da nova onda independente, será mesmo? Alias o que de fato mudou ou não neste mercado? Foi para pior ou melhor? As plataformas de streaming com seus algoritmos acabam prejudicando alguns músicos e beneficiando outros? Onde esta o equilíbrio e o futuro da música? E do musico? Será que também serão substituídos pela inteligência artificial?

Para debater estas questões convidamos:

Daniele Dantas (Produtora e pesquisadora)
Daniele Dantas

Produtora cultural, desde 2002, trabalhou em instituições públicas, privadas e do terceiro setor, atuando com artes visuais, teatro, museus e artes integradas do planejamento, gestão e produção a prestação de contas e avaliação de projetos, impactos e resultados.

Hoje, seu foco é a gestão de dados para as artes e cultura. Concluindo doutorado, em Ciência da Informação (UFRJ /IBICT), com pesquisa sobre avaliação de ativos intangíveis e valor em cultura, fez mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais (Escola Nacional de Ciências Estatísticas/IBGE) tendo pesquisa sobre construção e uso de indicadores na gestão cultural selecionada no programa “Itaú Cultural Observatório Cultural de Economia da Cultura 2017” e recebendo Menção Honrosa na 2a edição do Prêmio IPP Mauricio de Almeida Abreu, em 2017. Especialista em Estatística Aplicada (DEMAT/UFRRJ), Análise Ambiental e Gestão do Território (ENCE/IBGE) e Administração Pública Municipal (ECG/TCE-RJ) e técnica em Contabilidade, é sócia fundadora da Axía Inteligência em Negócios Culturais.

Curriculo Lattes

Alexandre Negreiros (Produtor e pesquisador)
Alexandre Hess de Negreiros

ALEXANDRE HEES DE NEGREIROS, 55, Doutorando em Direitos, Instituições e Negócios (PPGDIN) na Faculdade de Direito da UFF, sob a linha de pesquisa “Teoria e Fundamentos” (aprovado em 1º lugar), com o projeto (título provisório) “A Ação Mediadora da Regulação Pública sobre a Gestão Coletiva de Direitos Autorais Brasileira como Propulsora de sua Efetividade”. Orientação do Prof. Dr. Ronaldo Lobão. Previsão de defesa: 2023

Bacharel em Direito pela UFF (2018), Mestre em Musicologia pela UFRJ (2006) com dissertação sobre Direitos Autorais e músicas de TV, Extensão em Direito do Entretenimento pelo IBMEC-Rio (2003), Sociólogo pela UFRJ (1986), desde 2011 professor do SENAC-RJ predominantemente nos cursos ligados ao Audiovisual, tendo sido também do Curso Superior de Graduação em Produção Cultural na UFF (2013-4), do Conservatório Brasileiro de Música (2009-15), do Departamento de Composição da Escola de Música da UFRJ (2010), e do Curso de Produção Fonográfica da Universidade Estácio de Sá (2001-2), desde 2006 atuando em embates no TJRJ como perito em música, direitos autorais e análise de áudio, diversos envolvendo identificação de falantes e violações de direitos autorais.

Iniciei minha vida profissional como Produtor Musical e Diretor Musical Assistente na TV Manchete (1988-92). Em 2003 me tornei pesquisador de direitos autorais e, recentemente, fui Assessor na Empresa Municipal de Multimídia do Município do Rio de Janeiro – Multirio (2018-9). Fui consultor do Copyright Law Division, Copyright and Creative Industries Sector da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em estudos sobre o audiovisual (2019); Assessor Parlamentar do Senador Randolfe Rodrigues enquanto presidiu a CPI do ECAD no Senado (2011-2); e Consultor da UNESCO em estudos sobre a gestão coletiva de direitos autorais (2009). No âmbito do extinto MinC, fui Árbitro e Mediador Credenciado pela Diretoria de Direitos Intelectuais (desde 2017); membro da Comissão Permanente para o Aperfeiçoamento da Gestão Coletiva (CPAGC) (2016-8); e parecerista da CNIC (2015-7). No Estado do Rio, fui membro da Comissão de Aprovação de Projetos (CAP) da Secretaria de Cultura (2013-8), e Diretor do Trabalho do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (2009-14). É membro da Associação Brasileira de Compositores de Música para Imagem (MUSIMAGEM BRASIL), da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT) e outras 4 sociedades de titulares de direitos autorais (ABRAMUS, ADDAF, SOCINPRO e UBC).

Curriculo Lattes

Perfil no Academia.edu

Assista a live no link, ou aqui mesmo.

Links, midias, referências & cia

Todas as referências citadas durante a live serão colocadas aqui.


João Carlos Rebello Caribé

Consultor em otimização empresarial, com foco em inovação estratégica, gestão do conhecimento, gestão de projetos e processos, e micropolítica corporativa. Professor em MBA em disciplinas das áreas de gestão Empresarial, Marketing, Logística e Recursos Humanos. Mestre em Ciência da Informação pela UFRJ (PPGCI) com o tema “Algoritmização das relações sociais, criação de crenças e construção da realidade”. Empreendedor desde o início de sua carreira, foi sócio em quatro empresas desde então. Com a chegada da Internet no Brasil no final dos anos 90, desenvolveu uma empresa revolucionária, a Flash Brasil, tornando-se referência com um modelo de negócios inovador envolvendo comunidades virtuais com milhares de profissionais. Foi conselheiro para o primeiro Conselho de Coordenação da NETmundial Initiative, junto com profissionais como Jack Ma (Alibaba), Christoph Steck (Telefonica), Penny Pritzker (Departamento de Estado Americano), James Poisant (WITSA), Lu Wei (Ministro do Ciberespaço Chinês), Jean-Jacques Subrenat (EURALO), dentre outros. Também foi membro do Comitê Executivo da NCUC na ICANN, representando a sociedade civil da América Latina e Caribe. Participa da Internet Society Brasil, Coalizão Direitos na Rede, Red Latam, Comunidade Diplo, Dynamic Coalition on Network Neutrality e Global Net Neutrality Coalition, Laboratório em Rede de Humanidades Digitais (LarHud) e Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social (Escritos).

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