Quando você passa a compreender mais de uma indústria, e deixa de ser apenas um especialista, começa a perceber os estereótipos de cada especialidade. Isto leva a uma outra constatação, de que apesar de estarmos no século XXI as pessoas ainda constroem e gerenciam suas carreiras como no século XIX, quando a revolução industrial criou as super especializações. Imagine um indivíduo hiper especializado em engenharia por exemplo, tentar compreender a simples dicotomia chefia x liderança. Ele simplesmente não consegue abstrair, lhe falta conhecimentos específicos para conseguir compreender que a maior competência para liderança não é um profundo conhecimento técnico, basta que ele saiba harmonizar e motivar sua equipe, e é exatamente isto que ele não consegue fazer, pelo simples fato de que lhe falta competências adequadas.

O bom líder geralmente não é o melhor especialista, um bom líder, lidera qualquer time, em qualquer área, um bom líder de verdade constrói uma equipe autogestionada e automotivada, foi o que fiz na reforma do Theatro Municipal. Quando acontece de um funcionário especialista alcançar um posto de liderança por conta de seu “tempo de casa”, e este não estar apto a liderar, ele se torna efetivamente um chefe, e este setor da empresa passa a sofrer uma estagnação por alguns motivos:

  1. Por não ter habilidade em harmonizar sua equipe, surgirá um ambiente micro político que consumirá horas de produtividade ao custo de perda de motivação;
  2. Por não saber liderar, tenderá a concentrar as decisões, ao custo da enorme perda de produtividade e desmotivação da equipe;
  3. Ele limitará a competência intelectual do seu setor porque enquanto ele for o chefe, não contratará ninguém melhor do ele tecnicamente, pois teme perder o posto.

Este problema não se limita ao nível de gerência, pode ser encontrado em nível de diretoria e até mesmo a partir de CEOs, Presidentes e Empreendedores. Há um número significativo de empresas que não gostam de contratar profissionais “pensantes”, que são “fontes de problemas”. Detestam quem pergunta demais, ou quem quer entender o contexto das atividades, para eles o bom funcionário é aquele que faz seu trabalho sem muito questionar, uma herança do século XIX.

Quando desenvolvi o Método Sunergeo, foquei nesta questão, a metodologia permite estruturar empresas, dando independência aos funcionários, reduzindo a necessidade de muitos “chefes”, bastando poucos lideres que controlam a equipe e o fluxo de trabalho.

Hoje ainda temos de conviver com a síndrome da estagnação corporativa, que causa prejuízos enormes à empresa, de quebra ainda cria pequenos reinos, intensificando os problemas, que são solucionados pela metodologia Sunergeo. A questão que fica é com o crescimento da automação do trabalho, e da possível obsolescência do trabalho humano nos dedicaremos mais ao desenvolvimento da criatividade e das inteligências intra pessoal e interpessoal ?

Estes problemas são comuns na sua empresa?

É exatamente aí que eu entro. Vamos conversar.