Sunergeo é uma palavra Grega que significa:
1. Ser parceiro para trabalhar em conjunto, harmonizam no trabalho.
2. Unir para poder colocar algo adiante.
Este foi o nome que escolhi para batizar minha metodologia de gestão, doravante chamado método Sunergeo de gestão corporativa para MPEs(Micro e pequenas e médias empresas), e hoje para empresas de qualquer tamanho.
Como surgiu o método Sunergeo
Tudo começou em 1992, nesta época era sócio em uma empresa de engenharia, e estava assumindo o cargo de gerente operacional.
Como é natural, a medida em que você sobe na cadeia evolutiva corporativa, você vai trocando as mãos pelo cérebro, o trabalho imersivo pelo trabalho contemplativo e a técnica pela política. Isto porque, quem gerencia deve fazer exatamente isto, gerenciar, observar, analisar, planejar, motivar e coordenar.
Como premissa básica para assumir o cargo, propus fazer um levantamento da empresa, de forma a estabelecer um workflow, e assim entender todos os processos e aumentar meu campo de visão e apresentar melhorias, estava na verdade me preparando para o que vinha pela frente, que é a luta dos colaboradores pela zona de conforto.
Iniciei entrevistando os funcionários administrativos, e depois os sócios e alguns funcionários operacionais. Queria entender o processo pelas duas óticas, de quem faz e de quem manda. O Contador da empresa teve uma participação valorosa, pois atuava como um interprete para as estranhas siglas e procedimentos que nos imputam a burocracia, agregando um valor enorme ao trabalho.
O nexialismo iniciou ai, muito antes de conhecer esta expressão, utilizei técnicas de diagrama de fluxo de dados (DFD) da analise de sistema, fluxogramas e mapas mentais, para obter uma visão sistêmica e holística dos processo, e dos dados que transitam entre eles, e após uma análise crítica fui identificando os pontos críticos.
Deste levantamento surgiram observações no mínimo inusitadas, mas estranhamente comuns no ambiente corporativo, não só da empresa em questão, mas da maioria das empresas que conheço, e que talvez você também conheça:
- Micro gestão – Cada departamento, ou setor tinha uma micro gestão, com seus arquivos próprios, métodos próprios, workflow próprio. É como se fossem diversas micro gerências dentro da gerência. O maior problema da micro gestão é que ela provoca desperdício de tempo e dinheiro e uma pseudo-independência que leva à miopia operacional.
- Miopia operacional – “Isto não é minha atribuição, ou isto não é atribuição do meu setor” Estes são os sinais mais claros de miopia operacional. Os diversos setores da empresa simplesmente não se enxergam, e não se relacionam, parecem competir entre si, e jogam constantemente o jogo da “batata quente”. O prejudicado mais uma vez é a empresa com a falta da necessária sinergia.
- Funcionário de ouro – Sabe aquele seu funcionário pró-ativo, que resolve tudo para você? Pois é, nada contra funcionários pró-ativos, muito pelo contrário, eles são ótimos funcionários, mas é preciso sistematizar o trabalho dele. Em geral renegamos isto a segundo plano, e a empresa deixa o departamento literalmente na mão do funcionário. Tudo vai muito bem até o dia em que ela perde o funcionário de ouro.
- Capital intelectual volátil – Raras as MPEs no Brasil que convertem conhecimento tácito em implícito, e mais raras ainda as que sistematizam o conhecimento implícito convertendo-os em conhecimento explícito. Desta forma um bom funcionário agregara valor ao capital intelectual da empresa apenas durante sua permanência, com sua saída, pouco se aproveita do conhecimento tácito e implícito dele.
- Redundância – Uma herança da Micro Gestão, arquivos redundantes, controles redundantes, registros redundantes. Já contabilizou o custo desta redundância? Então coloca na conta as horas desperdiçadas, o custo material e principalmente o custo para resgatar uma informação em um ambiente destes.
- Desastre ecológico – Precisa explicar? Hoje em dia este impacto é menor, mas antigamente tudo que se arquivava era impresso, e isto somado à redundância das micro gestões, pode custar muitas arvores por mês.
- Work-no-flow– É isto mesmo, como conseqüência dos problemas apresentados o “Work no flow”, ou melhor flui somente dentro dos ambientes micro-gestores, resgatar a informação que não flui é um trabalho adicional, que em geral tem ainda um custo adicional.
- Falta de sinergia – Sintetiza tudo que foi falado, é o que acontece no ambiente corporativo das MPEs, onde planejamento é mais discurso do que prática.
A questão agora, depois do levantamento concluido e devidamente sistematizado, que produziu um belo manual de procedimentos, era como administrar os ambientes micro políticos para implantar as normas recém registradas?
A idéia inicial, foi a mais fácil, simplesmente dar uma cópia do manual para cada gestor, e dizer: Agora funcionamos assim. Foi um passo, o manual resolveu o problema da miopia operacional, e outros, mas a Micro-gestão e o funcionário de ouro ainda precisavam ser resolvidos e isto demandou muito tempo de treinamento, pessoas não gostam de ler manuais. Mapear as personalidades dos gestores foi essencial para planejar a melhor abordagem e buscar a sinergia de toda equipe.

A solução ja estava pronta, na verdade, para elaborar o manual tive de separar os procedimentos dos fluxos de documentos, era um manual orientado ao procedimento, e a solução estava justamente ai. A empresa precisaria apenas ser orientada ao procedimento, as barreiras entre os setores ruiram, o que importava era as pessoas executarem os procedimentos e os gestores fiscalizar e endossar os procedimentos executados.
Estava criada ai a metodologia de orientação ao procedimento, metodologia que publiquei na Internet em 96 com diversos posts, que tiveram vários seguidores, muitos enviavam e-mail agradecendo pelo trabalho, e dizendo que implantaram a metodologia em suas empresas e estavam mais eficientes, e não havia publicado tudo ainda, muita coisa não chegou a ser publicada, mas ainda assim a orientação ao procedimento e a ideia de repensar os setores da empresa produziram bons frutos.
Somando a metodologia de orientação ao procedimento, com aspectos comportamentais, inter e interpessoais, e a tecnologia, criei o método Sunergeo, pronto para ser desenvolvido e implantado nas empresas interessadas, proporcionando uma gestão humanizada e extremamente produtiva.

