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Metodologia Ágil na reforma do Theatro Municipal

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O visitante que hoje se impressiona ao entrar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, não faz a menor ideia de como são espetaculares as suas “entranhas”. O backstage é impressionante, são quatro andares de varandas em torno do palco, e dois andares abaixo dele. Sobre o palco, acima das varandas existe o urdimento onde ficam dezenas de motores que comandam o cenário e varas de iluminação. Das varandas é possível ir para o enorme vão que existe sobre a plateia. Os espectadores nem imaginam que acima daquele belíssimo teto, ainda há espaço equivalente à três andares. Pelo backstage pode-se transitar do telhado ao nível mais baixo, sem precisar sair do prédio ou até mesmo passar pela área de acesso público.  A complexidade disto é tão grande, que demanda um tempo significativo para compreende-la. Em 2008, já alguns anos afastado da engenharia, fui convidado para coordenar a equipe do projetos de instalações na reforma desde incrível prédio histórico. A reforma era arrojada, a maior desde a inauguração, não era apenas uma reforma estética, era uma profunda reforma de infraestrutura e modernização, um verdadeiro retrofit, com o objetivo de comemorar o centenário do Municipal em grande estilo. Praticamente toda infraestrutura do teatro foi substituída: novo sistema elétrico, novo sistema hidrossanitário, novo sistema de iluminação, informática, automação do palco, novo sistema de áudio e infraestrutura para instalar automação predial, foi uma reforma impressionante. Por se tratar de uma edificação tombada pelo patrimônio histórico, boa parte dos trabalhos dividiam espaço com restauradores e especialistas de diversas partes do mundo, e tinham o acompanhamento permanente do IPHAN. Foi uma reforma praticamente “on the fly”, sem um cronograma ou programação que permitisse um planejamento mais detalhado. Tínhamos os “milestones” que também mudavam com frequência, definitivamente um trabalho que demandava uma abordagem diferente. Ao chegar encontrei uma […]

Metodologia Sunergeo

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Sunergeo é uma palavra Grega que significa: 1. Ser parceiro para trabalhar em conjunto, harmonizam no trabalho. 2. Unir para poder colocar algo adiante. Este foi o nome que escolhi para batizar minha técnica de gestão, doravante chamado método Sunergeo de gestão corporativa para MPEs(Micro e pequenas e médias empresas). Como surgiu o método Sunergeo Tudo começou em 1992, nesta época era sócio em uma empresa de engenharia, e estava assumindo o cargo de gerente operacional. Como é natural, a medida em que você sobe na cadeia evolutiva corporativa, você vai trocando as mãos pelo cérebro, o trabalho imersivo pelo trabalho contemplativo e a técnica pela política. Isto porque quem gerencia deve fazer exatamente isto, gerenciar, observar, analisar, planejar, motivar, coordenar. Como premissa básica para assumir o cargo, propus fazer um levantamento da empresa, de forma a estabelecer um workflow, e assim entender todos os processos e aumentar meu campo de visão e apresentar melhorias, estava na verdade me preparando para o que vinha pela frente, que é a luta dos colaboradores pela zona de conforto. Iniciei entrevistando os funcionários administrativos, e depois os sócios e alguns funcionários operacionais. Queria entender o processo pelas duas óticas, de quem faz e de quem manda. O Contador da empresa teve uma participação valorosa, pois atuava como um interprete para as estranhas siglas e procedimentos que nos imputam a burocracia nacional, agregando um valor enorme ao trabalho. Deste levantamento surgiram observações no mínimo inusitadas, mas estranhamente comuns no ambiente corporativo, não só da empresa em questão, mas da maioria das empresas que conheço, e que talvez você também conheça: Depois do levantamento concluído e devidamente sistematizado, o que produziu um belo manual de procedimentos, com fluxos de documentos, fluxos de trabalho, e um apêndice ensinando a preencher todos os formulários da empresa. O […]

Escuna Frademar, o hotel flutuante

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Na década de oitenta a rede Frade Hotéis, que englobava o Hotel do Frade, Portogalo, Pousada Paraty e o Portobelo, eram gerenciados de forma independente, mas possuíam um escritório central na Joaquim Nabuco, em Ipanema. Decidiram diversificar e investiram na reforma de uma grande escuna, para transforma-la em uma espécie de hotel flutuante com 14 camarotes, com bom nível de conforto, onde os hospedes embarcavam para um passeio de fim semana com direito a cozinha internacional e entretenimento dia e noite. Escuna Frademar Um hotel flutuante com 14 camarotes e um conforto de um hotel. A escuna adquirida pelo hotel estava sendo reformada em um estaleiro na Ilha da Conceição em Niterói, mas eles insistiam que a empresa onde eu trabalhava deveria fazer todas as instalações (infraestrutura). Naquela época, muito jovem ainda, já demonstrava interesse por projetos novos e desafiadores, e fui escalado para conduzir este projeto. Não entendia absolutamente nada de instalação náutica, e tive de aprender rapidamente visitando diversos estaleiros e fabricantes náuticos, para compreender como funcionava cada parte de uma embarcação. A primeira constatação era de que cada tipo de embarcação tinha um conjunto diferente de equipamentos, e soluções. A falta de padrões me levou a sugerir a empresa adquirir o conjunto de normas produzidos pela American Boat & Yatch Council (ABYC), que foi indicado por um fabricante de lanchas de grande porte. Foi uma compra complicada em uma época em que ainda não tínhamos Internet. Este foi um dos primeiros desafios, a sorte é que o estaleiro onde estávamos trabalhando era especializado em escunas e outras embarcações de madeira, o que ajudou enormemente no entendimento e solução de particularidades. Além disso, trabalhar em uma embarcação demanda um importante detalhe que levaria qualquer engenheiro a loucura. É impossível bater um nível, uma vez que a embarcação no […]